quarta-feira, 1 de junho de 2016
DESCOBERTAS INOCENTES
Sempre agia as gargalhadas
Não era baby, nem bebay
Apesar de muito inocente
Fingia ser uma age, brat
Corria pela casa sem parar
Era o que mais gostava
Uma certa vez
Saindo do banho
A toalha que cobria a cintura
Que sem qualquer cerimónia
Foi puxada por ela, e correu
Gritando "painho" me pega...
A sapeca riu do que viu
Minha nudez exposta
Curiosa perguntou... "painho" que é isto...
Vermelho feito pimenta fiquei
Tentei esconder, disfarçar
Ao mesmo tempo explicar
A explicação vazia para nada serviu
Ela então quis tocar, suei
Como um pinguim no Alasca
Acanhado nada falei
Quando ela se aproximou e tocou
Senti calafrios na espinha dorsal
Tentei relaxar para não alterar a hibernação
Curiosa quis saber o nome de tudo
Mudo demorei de contar
Até que aos poucos fui falando
Os nomes de cada órgãos
Não satisfeita também quis saber
Como e para que usava
Atordoado quase mentir
Mas, não conseguir engana-la
Aos poucos apontando foi revelando
O pintinho para fazer pipi
E os ovinhos de decoração
Mas, foi no toque daquelas mãos de veludo
Que quase morri de medo, estático
Estremeci de muita excitação
Ela se assustou com a repentina mudança
E sem qualquer aviso
Colocou o pipi na boca
Fazendo dele seu brinquedinho
De estimação
Quão delicado a grandeza
Da nossa imaginação
Não há como explicação
Quando minha sub lette fantasia
Ser a minha criança-menina
Para ser ternamente cuidada
L🐅D
Leopardo Dom
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